O papel do milho na economia circular da agropecuária

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A economia circular é um modelo que vem ganhando cada vez mais espaço no agronegócio. Com a sustentabilidade em voga, o reaproveitamento de recursos e insumos do processo produtivo para a geração de novos produtos é a principal característica da economia circular. Vamos conhecer mais um pouco sobre essa modalidade no agronegócio e o papel do milho na economia circular?

A importância da economia circular para a sustentabilidade do planeta

Em tempos onde a economia global tem lançado trilhões de toneladas no meio ambiente e colocando em sério risco os recursos naturais do planeta, a economia circular foi inspirada na natureza, onde nada é desperdiçado. Surgem então os 3 R’s da economia circular: reduzir, reutilizar e reciclar.

O que é a economia circular na agricultura?

A economia circular maximiza a eficiência das cadeias produtivas, a redução do volume de dejetos e da contaminação dos ecossistemas e do meio ambiente. Quando falamos desse conceito implantado na agricultura, podemos citar o ciclo:

  • O esterco produzido por animais confinados se torna fertilizante para a produção agrícola;
  • Resíduos vegetais, como bagaço de laranja ou casca de uva, são incorporados na ração animal para produção pecuária;
  • Água com dejetos de peixes é utilizada como biofertilizante, para maior eficiência da nutrição de pastagens;
  • No setor sucroenergético, o bagaço da cana é convertido em eletricidade. No etanol de milho, ele vira ração para bovinos, que por sua vez produzem dejetos que são reutilizados no cultivo das culturas.

Qual o papel do milho para a economia circular na agropecuária?

 O milho possibilita diversas alternativas dentro da economia circular e possibilita um melhor aproveitamento de recursos de produção, maior eficiência e melhores resultados.

  1. O cultivo de milho nas propriedades pode encontrar diferentes dinâmicas no contexto de economia circular. No modelo em questão, os grãos são destinados especialmente para a produção de rações e para o processamento e fabricação do etanol.
  1. Após o processamento do milho e a produção do etanol, tem-se um subproduto de alto valor proteico e que é muito utilizado como ração animal: é o DDGs. Sua produção possibilita melhores condições para produção animal.
  1. O milho direcionado às unidades produtoras de rações passa pelos processos de balanço de formulações, sendo comercializado em seguida para cadeias da pecuária.
  1. A produção animal, que consome tanto os DDGs como as formulações provenientes da indústria, gera resíduos (dejetos) que podem ser reutilizados tanto pela agricultura, como fertilizante e produção de eletricidade.
  1. Os biodigestores instalados nas propriedades são capazes de produzir energia suficiente para abastecer os processos e operações da mesma, além de excedente que pode ser fornecido à rede comum de distribuição.

A economia circular no agronegócio seguirá se desenvolvendo a cada dia, seja por fatores econômicos ou ambientais. Cabe ao produtor aproveitar essa nova realidade.

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Fontes

Equipe da Markestrat e Prof. Dr. Marcos Fava Neves.

Markestrat com base em Mato Grosso Econômico.

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