Fenologia do milho: conhecendo os estádios de desenvolvimento do milho

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Os estádios de desenvolvimento do milho são o guia prático para quem busca alta produtividade no campo. Isso porque entender cada estádio permite tomar decisões no momento ideal, para que a adubação, o controle de pragas e doenças, dentre outros tipos de manejo ocorram com máxima eficiência.  

Sem esse olhar atento, a lavoura fica vulnerável a estresses bióticos e abióticos que impactam diretamente no rendimento final, no momento da colheita do milho. 

Dominar essas fases significa transformar o manejo diário em rentabilidade real para a fazenda. Ao equilibrar a construção da “fábrica” vegetativa com a energia da fase reprodutiva, é possível garantir que o potencial genético da semente se transforme em sacas colhidas. Esse conhecimento técnico é o que protege a lavoura e assegura o retorno do investimento. 

Neste conteúdo, conheça cada estádio de desenvolvimento do milho, da emergência maturação fisiológica do milho. Continue a leitura! 

Estádios vegetativos do milho: a construção da base da produtividade da cultura 

VE – Emergência 

emergência do milho, o estádio VE, ocorre quando os coleóptilos emergem acima da superfície do solo. Para que este processo se inicie, as sementes devem absorver água em cerca de 30% do seu peso, além de oxigênio, iniciando a germinação a partir da formação do sistema radicular.  

Esta fase determina o estande final, sendo um dos principais componentes de rendimento. 

  • Manejo: A profundidade ideal de plantio deve ser de 2,5 a 5,0 cm. Temperaturas baixas ou excesso de profundidade podem atrasar a emergência, que normalmente ocorre entre 5 e 7 dias sob condições adequadas. O monitoramento de pragas iniciais, como o percevejo, é indispensável. 

Leia também: Plantabilidade no milho: estratégias para altos rendimentos 

Estádio vegetativo do milho (VE), marcado pela emergência das plântulas.

V1 – Primeira folha 

estádio V1 do milho é identificado pela primeira folha completamente expandida com o colar visível e a ponta arredondada. Nesse momento, a planta começa a estabelecer sua autonomia fotossintética e deixa de depender somente das reservas da semente para crescer. 

V2 – Formação das raízes nodais 

A partir do estádio V2 do milho, inicia-se a formação das raízes nodais. Simultaneamente, as raízes seminais começam o processo de senescência, transferindo a responsabilidade da absorção de água e nutrientes para o novo sistema radicular. 

As raízes seminais são as estruturas primárias que emergem diretamente da semente, com a função vital de garantir a ancoragem inicial e a absorção de água necessária para o arranque da plântula logo após a germinação.  

Em contrapartida, as raízes nodais são aquelas que surgem a partir dos nós do colmo localizados abaixo da superfície do solo, formando o sistema radicular definitivo e permanente da planta.  

Enquanto o sistema seminal é temporário e entra em declínio, as raízes nodais expandem-se vigorosamente para formar a chamada “coroa“, tornando-se a principal via de sustentação e ancoragem do milho para suportar o acelerado crescimento que ocorrerá nos estádios seguintes.

Estádio vegetativo do milho (V2), marcado pela formação das raízes nodais.

V3 a V4 – Definição do potencial produtivo 

Entre os estádios V3 e V4 do milho, ocorre um dos momentos mais críticos do ciclo: a definição do potencial total de produção da planta. É neste período que a planta começa a definir o número potencial de espigas e grãos, portanto a nutrição adequada e o manejo de pragas, doenças e daninhas nessa fase é indispensável. 

V5 – Proteção do meristema apical 

Até o estádio V5 do milho, o ponto de crescimento (meristema apical) ainda se encontra abaixo da superfície do solo. Isso confere à planta uma capacidade de recuperação em caso de estresses, como geadas de baixa intensidade ou granizo. 

Estádio vegetativo do milho (V5), marcado pelo meristema apical ainda estar abaixo da superfície do solo.

V6 a V10 – Expansão e definição de fileiras 

A partir do estádio V6 do milho, ocorre o início da senescência da primeira folha. O ponto de crescimento passa a estar acima da superfície do solo, e a planta começa a definir o número de fileiras de grãos por espiga. 

Leia também: A importância da segunda safra de milho no Brasil 

V14 a VT – Rápido crescimento e pendoamento 

O estádio V14 marca o início do crescimento acelerado do milho. A demanda por nutrientes aumenta significativamente, seguindo a ordem de prioridade: Potássio (K) > Nitrogênio (N) > Fósforo (P). 

Quando ocorre o pendoamento do milho (estádio VT), a planta atinge sua altura máxima e a demanda hídrica chega ao pico, em torno de 7,5 mm por dia. Qualquer estresse hídrico ou térmico agora pode reduzir drasticamente o potencial de grãos. Esse estádio marca o final da fase vegetativa do milho. 

Estádio vegetativo do milho (V12-VT), marcado pelo rápido crescimento do milho e pendoamento.

Estádios reprodutivos do milho: a formação e o enchimento dos grãos 

R1 – Embonecamento e polinização 

estádio reprodutivo do milho se inicia quando os “cabelos” (estilos-estigma) se projetam para fora da palha, marcando o início do estádio R1 do milho. O pólen viaja do pendão até esses fios para fertilizar o óvulo e produzir o embrião. O potencial final de número de grãos é consolidado nesta fase. 

Leia também: Silagem de alta energia: como proteger o enchimento de grãos? 

Estádio reprodutivo do milho (R1), marcado pelo embonecamento das espigas e polinização.

R2 – Grão bolha d’água 

Aproximadamente 12 dias após R1 se inicia o estádio R2 do milho, no qual os “cabelos da espiga” escurecem e começam a secar. Nessa fase, o grão apresenta cerca de 85% de umidade, e os embriões estão em pleno desenvolvimento dentro de cada grão fecundado.

Estádio reprodutivo do milho (R2), marcado pela presença do grão bolha d'água.

R3 – Grão leitoso 

No estádio R3 do milho, o grão começa a apresentar uma coloração mais amarelada e um fluído esbranquiçado, resultado do acúmulo de amido. Os “cabelos” da espiga estão completamente secos. Estresses neste momento ainda podem causar o abortamento de grãos, geralmente começando pela ponta da espiga. 

Estádio reprodutivo do milho (R3), marcado pela presença do grão leitoso.

R4 – Grão pastoso 

Entre 26 e 30 dias após a polinização, o grão se torna pastoso e a umidade do grão cai para 70%. Essas mudanças marcam a transição para o estádio R4 do milho, no qual se dá início a formação do “dentado” no topo do grão. 

Estádio reprodutivo do milho (R4), marcado pela presença do grão pastoso.

R5 – Formação de dente 

No estádio R5 do milho, o grão assume a forma dentada característica. Este é o ponto ideal para a colheita de silagem de planta inteira, apresentando cerca de 35% de matéria seca e 55% de umidade no grão, sinalizados pela presença da linha do leite, que alcança 2/3 do grão. 

Estádio reprodutivo do milho (R5), marcado pela formação de dente no grão de milho.

R6 – Maturação fisiológica 

O ciclo fenológico do milho se encerra com a formação da camada preta na base do grão, que marca o estádio R6 do milho. Este sinal indica que o movimento de nutrientes para o grão foi interrompido. O grão atinge sua máxima massa seca e possui entre 30% a 35% de umidade. 

Embora a planta esteja madura, o grão ainda não está pronto para o armazenamento seguro. Após a finalização da colheita do milho, os grãos devem ser submetidos a secagem artificial até atingir entre 13-15% de umidade. 

Quer saber mais sobre os estádios fenológicos do milho? Baixe o informe técnico completo, de autoria da Grazieli Minozzo, Coordenadora Técnica Regional MAPIPA. 

Estádio reprodutivo do milho (R6), marcado pela maturação fisiológica do milho.

Do plantio à colheita: a genética Nidera para o sucesso da safra 

A produtividade de excelência é a soma de decisões estratégicas em cada estádio da planta. A base para uma colheita recorde começa muito antes da semeadura: ela depende da escolha da semente certa para superar os desafios de cada fase fenológica. 

Nidera Sementes desenvolve um portfólio completo e adaptado às diversas regiões do Brasil. Os híbridos unem genética de alta performance, estabilidade e sanidade, garantindo vigor desde a emergência até a maturação final do grão. 

Mais do que genética, a Nidera entrega ciência e planejamento para quem busca consistência em todos os ciclos de desenvolvimento do milho. Essa parceria garante que o manejo técnico encontre o suporte necessário para alcançar o teto produtivo. 

Para resultados de excelência, escolha Nidera Sementes! 

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