Com o El Niño confirmado e em intensificação, produtores do Brasil Central chegam m próxima janela de semeadura com uma pergunta em comum: qual é o momento adequado para colocar a semente no solo? A resposta não está apenas no calendário. Em um cenário de El Niño e época de plantio mais incerta, a decisão passa por combinar o risco climático da região com a condição real de cada talhão: água disponível no solo, previsão de curto prazo e capacidade de executar a semeadura com qualidade. O calendário agrícola continua sendo a referência, mas quem decide, de fato, é a condição do campo.
O que é o El Niño e como ele pode afetar o Brasil Central

O El Niño é um fenômeno de aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial que altera os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do mundo.
Em junho de 2026, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) declarou oficialmente o estabelecimento do El Niño. Segundo atualização publicada pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) em 10 de setembro, o fenômeno segue em intensificação. Já sua intensidade futura e seus impactos em cada região permanecem sujeitos m evolução das condições oceânicas e atmosféricas.
No Brasil Central, ele tende a aumentar a irregularidade das chuvas, com possível atraso ou início descontínuo da estação chuvosa e ocorrência de veranicos, períodos de estiagem que se intercalam com chuvas dentro da própria estação chuvosa.
Na prática, três pontos merecem atenção:
- Chuva mais O risco mais relevante não é a falta de chuva, mas a distribuição menos regular dela: abertura tardia da estação, chuvas concentradas ou intervalos secos logo após eventos isolados.
- Início de safra instável. Uma primeira chuva pode induzir o plantio, mas não garante a manutenção da umidade necessária para germinação e emergência.
- Impacto variável por Os efeitos mudam conforme o município, o tipo de solo, o relevo, a intensidade do fenômeno e a época da safra. Um prognóstico sazonal indica probabilidade, não garantia, e deve ser tratado dessa forma no planejamento.
Critérios práticos para decidir a abertura do plantio
A recomendação da Nidera é substituir a decisão baseada apenas na data por uma checagem de quatro frentes antes de abrir a plantadeira:

Quando avançar, esperar ou escalonar a semeadura

Com os quatro critérios avaliados, a decisão de campo se organiza em três caminhos:
- Avançar com cautela, quando o solo apresenta umidade adequada, a previsão indica continuidade das chuvas e a operação está pronta para manter a qualidade em todo o talhão.
- Esperar e reavaliar, diante de chuva isolada, perfil ainda seco, previsão de intervalo sem precipitação ou necessidade de plantar com regulagem
- Escalonar, quando o cenário for intermediário. Distribuir a semeadura em blocos reduz a exposição de toda a área m mesma condição climática e cria margem para ajustes conforme a chuva evolui.
Riscos por cultura: soja, milho verão e milho segunda safra

Medidas que aumentam a resiliência da lavoura

- Escalonamento de datas de plantio, que evita concentrar florescimento e enchimento de grãos em uma mesma janela de risco.
- Solo com cobertura: palhada e cobertura permanente reduzem a evaporação, melhoram a infiltração e conservam água para períodos secos mais
- Priorização de ambientes de produção, direcionando os talhões com maior capacidade de armazenamento de água para os cenários de maior
- Ajuste de materiais e população, adaptando cultivar, híbrido e população de plantas ao ambiente específico, o que reduz o risco de aplicar uma receita única a realidades distintas de solo e clima.
Rotina de monitoramento: as quatro perguntas que guiam a decisão

Cultivares e híbridos para a safra verão no Brasil Central

certo para cada talhão também entra na estratégia de redução de risco. A Nidera trabalha com um portfólio de cultivares de soja e híbridos de milho pensados para diferentes grupos de maturação, ciclos e exigências de fertilidade, o que permite adequar a escolha ao ambiente de produção e ao nível de incerteza climática de cada região do Brasil Central.
Consulte a ficha técnica de cada material e a recomendação de um responsável técnico antes de definir a cultivar ou o híbrido, sempre respeitando o ZARC aplicável m sua região.
Conheça as cultivares de soja Nidera
Conheça os híbridos de milho Nidera
Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com a Nidera, sua parceira em todos os momentos!
Nota técnica: as decisões de plantio devem ser atualizadas com dados climáticos locais, boletins do INMET e do CPTEC/INPE, o ZARC do MAPA e orientação agronômica regional. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui bula, receituário agronômico ou recomendação técnica individualizada para cada propriedade.
Referências bibliográficas:
INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (INMET). De La Niña a um possível El
Niño muito forte: veja a evolução das projeções em 2026. Brasília: INMET, 2026. Disponível em:
https://portal.inmet.gov.br/noticias/de-la-ni%C3%B1a-a-um-poss%C3%ADvel-el-ni% C3%B1o-muito-forte-veja-a-evolu%C3%A7%C3%A3o-das-proje%C3%A7%C3%B5es-e m-2026. Acesso em: 16 set. 2026.
NOAA. El Niño forms, expected to strengthen, say NOAA forecasters. National Oceanic and Atmospheric Administration, [s.d.]. Disponível em: https://www.noaa.gov/news-release/el-nino-forms-expected-to-strengthen-say-no aa-forecasters. Acesso em: 16 set. 2026.
PEREIRA, Thiago. Decisão de plantio na região central do Brasil: como se preparar para um possível El Niño. InfoCampo, Syngenta/Nidera, 2026. Material interno.
